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A empresa Postos Petro Delta Ltda. iniciou suas atividades em 12 de maio de 1989, seu primeiro posto estava situado na cidade de Ibaté, no estado de São Paulo. Alguns anos mais tarde, precisamente em 15 de janeiro de 1992 foi inaugurada a primeira filial, localizada à Rua Domingos Cardoso n 405, no bairro Vila São Benedito.
Desde então, a empresa Postos Petro Delta vem crescendo no mercado de varejo de combustíveis e atualmente dispõe de 06 Postos na Região de São Carlos, localizados em pontos estratégicos para melhor atender seus clientes.
Os Postos Petro Delta contam com uma equipe de 60 colaboradores divididos em suas 06 filiais. A Organização trabalha focada na satisfação plena de seus clientes e no compromisso constante com a qualidade de produtos e serviços por ela comercializados. Porém, acredita que seu maior patrimônio está nas pessoas que nela trabalham e sendo assim investe na capacitação e aperfeiçoamento da sua equipe.
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Sahand embala um terminal da Starlink sendo preparado para envio ao Irã via BBC "Se uma só pessoa conseguir ter acesso à internet, acho que tivemos sucesso e que valeu a pena", afirma Sahand. O iraniano está visivelmente nervoso ao conversar com a BBC, mesmo estando fora do Irã. Ele explica cuidadosamente que faz parte de uma rede de contrabando, que transporta clandestinamente tecnologia de internet via satélite (que é ilegal no Irã) para dentro do país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Sahand é um nome fictício. Ele receia pelos seus familiares e outros contatos que estão em território iraniano. "Se eu for identificado pelo regime iraniano, eles poderão fazer as pessoas com quem tenho contato no Irã pagarem o preço", explica ele. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 O Irã vive um apagão digital há mais de dois meses. O governo do país mantém um dos mais longos bloqueios nacionais de internet já registrados em todo o mundo. O apagão atual começou após os ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro. O acesso à internet havia sido parcialmente restaurado apenas um mês antes dos ataques, após outro apagão digital imposto em janeiro, durante a repressão do regime aos protestos que se espalharam pelo país. Naquela ocasião, mais de 6,5 mil manifestantes foram mortos e 53 mil foram detidos, segundo a Agência de Notícias Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos. As autoridades afirmam que o governo desligou a internet durante a guerra por razões de segurança, indicando que o objetivo é evitar vigilância, espionagem e ciberataques. Sem acesso a fontes de informação independentes, os iranianos dependem dos meios de comunicação estatais, administrados pelo regime ou próximos ao governo AFP via Getty Images Os aparelhos da Starlink que Sahand envia para o Irã são uma das formas mais confiáveis de escapar do apagão. Os terminais podem ser acoplados a roteadores e fornecem acesso à internet por conexão com a rede de satélites da empresa SpaceX, de Elon Musk. Eles permitem aos usuários evitar totalmente a internet doméstica iraniana, altamente controlada. Sahand explica que várias pessoas podem se conectar a cada terminal ao mesmo tempo. Ele conta que ele e outras pessoas da rede compram os aparelhos e "os contrabandeiam pelas fronteiras" em uma "operação muito complexa". Mas ele se recusa a fornecer mais detalhes. Sahand afirma que já enviou uma dúzia de aparelhos para o Irã desde janeiro e "estamos buscando ativamente outras formas de levar mais". A organização de defesa dos direitos humanos Witness estimou em janeiro que havia pelo menos 50 mil terminais Starlink no Irã. Mas os ativistas afirmam que o número provavelmente aumentou. A BBC entrou em contato com a SpaceX para obter mais detalhes sobre o uso da Starlink no país, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. No ano passado, o governo iraniano aprovou leis sujeitando o uso, compra ou venda de aparelhos da Starlink a até dois anos de prisão. E as penas por distribuir ou importar mais de 10 aparelhos podem atingir até 10 anos. A imprensa afiliada ao Estado iraniano relatou diversos casos de pessoas sendo presas por vender e comprar terminais Starlink, incluindo quatro pessoas (duas delas, estrangeiros) que foram presas no mês passado por "importar equipamento de internet via satélite". Os meios de comunicação estatais iranianos também noticiaram que algumas das prisões se referem a acusações de posse ilegal de armas e envio de informações para o inimigo. Manifestantes em Londres participaram dos protestos reivindicando acesso à internet sem restrições no Irã SOPA Images/LightRocket via Getty Images/BBC Mas o mercado para os terminais no Irã persiste, por exemplo, em um canal público do Telegram em idioma persa, chamado NasNet. Um voluntário de fora do Irã envolvido no canal contou à BBC que foram vendidos cerca de 5 mil terminais Starlink por meio do canal nos últimos dois anos e meio. O Irã tem um longo histórico de controle da informação, tanto promovendo suas próprias narrativas antiamericanas e anti-israelenses pelos meios de comunicação estatais, quanto restringindo a cobertura das medidas repressivas do regime contra seus críticos. Durante os protestos de janeiro, mesmo com a internet desligada, houve vazamento de relatos e vídeos de execuções extrajudiciais, prisões e agressões. As organizações de defesa dos direitos humanos sabem ou acreditam que grande parte dessas informações vieram de pessoas que tiveram acesso às plataformas de redes sociais via Starlink. O sistema atual de internet do Irã é descrito como sendo "em camadas". Todos os iranianos têm acesso a uma rede doméstica controlada pelo Estado. Nela, operam serviços como bancos, transporte e delivery de alimentos, além da imprensa estatal. Antes dos apagões, os iranianos também tinham acesso à internet global. Mas muitos sites e serviços como o Instagram, Telegram, YouTube e WhatsApp foram bloqueados e o governo criou preços de acesso superiores aos da rede doméstica. Muitos iranianos contornaram as restrições usando redes privadas virtuais (VPNs, na sigla em inglês), que conectam os usuários aos sites através de servidores remotos, ocultando suas localizações. Mas a assinatura destes serviços também aumentava os custos. Agora, com o apagão, apenas algumas autoridades selecionadas e outros indivíduos, incluindo os jornalistas que trabalham para a imprensa estatal, têm acesso à internet sem restrições, usando os chamados "cartões SIM brancos". Os satélites de propriedade da SpaceX (na foto, sendo transportados por um foguete Falcon 9) são usados pela Starlink para fornecer serviços de internet Getty Images via BBC Em 2022, Elon Musk anunciou a ativação da Starlink no Irã após graves cortes na internet, durante os protestos gerados pela morte de uma mulher iraniana em custódia, Mahsa Amini. Desde então, o uso do serviço aumentou, especialmente durante os apagões. Agora, com as autoridades em busca cada vez mais dos terminais Starlink, Sahand e sua rede aconselham os usuários a empregar VPNs com a tecnologia via satélite, para permanecerem incógnitos. Mas muitas pessoas não podem pagar por este serviço, especialmente em uma época de crise econômica. Sahand é uma das três pessoas que declararam à BBC que estão envolvidas no transporte clandestino de aparelhos da Starlink. Ele conta que a operação da qual ele faz parte, incluindo a compra dos terminais, é financiada por iranianos no exterior e por outras pessoas que querem ajudar a fazer os aparelhos chegarem ao país. Sahand afirma que não recebe fundos de nenhum Estado estrangeiro. Os terminais são enviados para indivíduos que, segundo eles acreditam, irão usar os aparelhos para compartilhar informações em nível internacional. "As pessoas precisam da internet para poderem compartilhar o que está acontecendo no país", explica Sahand. "Acreditamos que estes terminais devem estar nas mãos de quem realmente precisa deles para fazer a mudança." Os ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel ao Irã continuaram durante os apagões da internet EPA/Shutterstock via BBC Um grupo de defesa dos direitos digitais, que pede para permanecer incógnito, declarou à BBC estimar que pelo menos 100 pessoas tenham sido detidas pela posse dos terminais. Sahand afirma que também conhece pessoas que foram presas por terem acesso ou possuírem aparelhos, mas nenhuma delas adquiriu dele o terminal. Yasmin, cidadã americana-iraniana também com nome fictício, contou à BBC que um homem, seu parente, foi preso no Irã e acusado de espionagem por possuir um terminal Starlink. A BBC perguntou à Embaixada iraniana em Londres por que apenas algumas pessoas têm autorização de acesso à internet no país e por que as penas pelo uso da Starlink são tão severas, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. O governo iraniano reconheceu que o apagão prejudicou muito algumas empresas. Em janeiro, um ministro declarou que cada dia de apagão da internet custa pelo menos 50 trilhões de rials (US$ 35 milhões, cerca de R$ 175 milhões) para a economia do Irã. O país lançou recentemente um sistema chamado "Internet Pro", que oferece acesso parcial à internet global a algumas empresas. Um homem que trabalha para uma companhia iraniana contou à BBC que recebeu acesso por meio desta iniciativa. A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, declarou que a intenção é "manter a conectividade das empresas durante a crise". Ela também afirmou que o governo "se opõe totalmente à injustiça nas comunicações" e que, assim que as condições voltarem ao normal, "a situação da internet também irá se alterar". "Os apagões das comunicações são uma clara violação dos direitos humanos e não têm justificativa", declarou ao Serviço Mundial da BBC, em função do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio), a diretora de defesa e política regional do grupo de defesa dos direitos digitais Access Now, Marwa Fatafta. Ela alerta que os apagões da internet estão se tornando um "novo normal". Segundo a Access Now, houve 313 apagões em 52 países em 2025, o maior número global desde o início do rastreamento, em 2016. Cidadãos de Mianmar, Índia, Paquistão, Rússia e Irã vivenciaram o maior número de apagões da internet no ano passado, segundo o grupo de defesa dos direitos digitais. A diretora-executiva do Centro de Direitos Humanos Abdorrahman Boroumand, Roya Boroumand, afirma que o vácuo informativo no Irã "permite que o Estado transmita sua narrativa, retratando os manifestantes como pessoas violentas ou agentes estrangeiros, enquanto suas vítimas, incluindo aquelas sentenciadas à morte, e as fontes de informação permanecem silenciadas". Esta é uma motivação importante para Sahand. "O regime iraniano comprovou que, durante um apagão, eles podem matar", afirma ele. "É super fundamental para os iranianos poder retratar o quadro real da situação." Ele destaca que as pessoas que se apresentam voluntariamente para ajudar no transporte ilegal dos aparelhos "estão conscientes do risco". Mas Sahand acrescenta que esta "é uma luta" e que "sentimos que precisamos intervir e ajudar, de alguma forma".
A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma "boa química" Reuters Anunciada de última hora, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, deverá acontecer na quinta-feira (7/5). Esta será a segunda vez que Lula vai à capital norte-americana durante seu terceiro mandato, mas será a primeira vez que ele fará uma visita oficial ao atual presidente Donald Trump. A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma "boa química" obtida depois dos encontros que eles tiveram no ano passado. O governo brasileiro ainda não divulgou, oficialmente, os temas que serão discutidos entre os dois governos em Washington, mas duas fontes ouvidas pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmaram que a equipe econômica tem pelo menos três tópicos principais a serem discutidos com os norte-americanos durante a passagem de Lula pelos Estados Unidos: as investigações do governo Trump sobre o Pix; o fim das tarifas restantes do chamado "tarifaço" que ainda incidem sobre exportações brasileiras; investimentos em minerais críticos. Essa agenda vinha sendo preparada há meses por integrantes de pelo menos quatro ministérios: Fazenda; Justiça e Segurança Pública (MJSP); Relações Exteriores (MRE); e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo a BBC News Brasil apurou, ainda não se sabe se todos os temas no radar da equipe econômica vão ser de fato tratados durante o encontro de Lula e Trump. Essa definição será finalizada próximo ao embarque do presidente e, segundo uma das fontes ouvidas pela BBC News Brasil, vai depender da "temperatura" que a Casa Branca dará à reunião. Apesar da confirmação da viagem por fontes ligadas ao governo brasileiro, a Casa Branca ainda não se manifestou sobre o assunto. Pix na mira de Trump A discussão em torno do sistema Pix é um dos tópicos sobre os quais os técnicos do governo brasileiro mais se debruçaram nos últimos meses. A equipe brasileira tenta dissuadir os Estados Unidos de adotarem medidas comerciais contra o Brasil em função da utilização do Pix. A preocupação do Brasil com o assunto começou em julho do ano passado, no auge da crise causada pelo tarifaço aplicado pelo governo norte-americano. Naquele mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) abriu uma investigação com base na seção 301 da Lei de Comércio do país sobre práticas comerciais supostamente irregulares do Brasil e incluiu o Pix entre os itens sob apuração. As alegações norte-americanas seriam de que o sistema de transferência de valores eletrônico desenvolvido pelo Banco Central do Brasil representaria uma ameaça à atuação de empresas dos Estados Unidos que operam o mercado de meios de pagamento. O governo brasileiro respondeu à investigação em agosto de 2025 negando que o Pix promova qualquer tipo de discriminação em relação a empresas norte-americanas e afirmou que até mesmo empresas do país como o Google já utilizam a ferramenta. Apesar disso, o assunto voltou à tona em março deste ano. O Pix foi mencionado em um relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas. O Pix é citado três vezes nas mais de 500 páginas do National Trade Estimate Report de 2026. "O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas." Os especialistas em comércio exterior e regulação econômica ouvidos pela BBC News Brasil em abril frisaram que os EUA não teriam jurisdição para agir diretamente contra o Pix. Segundo eles, as ferramentas à disposição dos norte-americanos caso queiram punir o Brasil pelo uso do Pix se concentrariam na esfera comercial, como prevê a Lei de Comércio de 1974 que baseia a investigação. A lei prevê que os Estados Unidos podem retaliar suspendendo benefícios e acordos comerciais e restringindo importações de produtos ou serviços de um determinado país. O Pix foi mencionado em um relatório em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas Marcello Casal Jr/Agência Brasil Politicamente, no entanto, o governo brasileiro vem usando o Pix como bandeira desde que o mecanismo foi citado pela primeira vez pela administração Trump. Lula fez diversos discursos em defesa do Pix e o governo até lançou uma campanha publicitária sobre o assunto enfatizando que a defesa do Pix seria uma questão de soberania nacional. "O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira", disse Lula no início de abril durante um evento na Bahia. Guerra tarifária Apesar do relaxamento do tarifaço de Trump a uma série de produtos brasileiros nos últimos meses, técnicos da área econômica brasileira querem aproveitar a visita a Washington para tentar diminuir ou eliminar o restante das tarifas que ainda vigoram sobre parte das exportações do país aos Estados Unidos. Uma estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aponta que pelo menos 29% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estejam submetidas a tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano. Em abril de 2025, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 10% linear a praticamente todos os países do mundo. Em julho daquele ano, a administração Trump impôs uma tarifa adicional de 40% sobre diversos produtos brasileiros. À época, a medida foi justificada pelo governo norte-americano como uma resposta ao tratamento dado pelo Poder Judiciário ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrentava um julgamento por crimes como golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O governo Trump chamou o processo de "caça às bruxas". A administração do presidente Lula declarou que o governo não interferiria no julgamento de Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão. Sua defesa alega que ele é inocente. O episódio foi considerado o auge do mal-estar nas relações entre os dois países, mas a partir de setembro daquele ano a situação começou a mudar. Naquele mês, Lula e Trump tiveram um primeiro encontro, em Nova York. Depois, os dois trocaram telefonemas e se encontraram novamente na Malásia. Em novembro, o governo Trump retirou parte das tarifas que incidiam sobre produtos brasileiros. Em fevereiro deste ano, foi a vez da Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que o "tarifaço" de Trump era ilegal e derrubou outra parte das taxas cobradas pelas exportações ao país, o que beneficou países como o Brasil. Em seguida, os EUA implementaram uma tarifa linear de 15% sobre importações globais ao país. Apesar de estudos como o do Global Trade Alert (GTA) apontarem que o Brasil foi um dos maiores beneficiados pela redução das tarifas, a equipe técnica brasileira quer convencer o governo norte-americano a reduzir tarifas que ainda incidem sobre segmentos considerados estratégicos para a economia brasileira como o da produção de máquinas industriais e a de revestimentos. Dados da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) estimam as exportações do Brasil para os Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano atingiram a menor participação histórica desde 1997. As exportações somaram US$ 7,8 bilhões no período, o que aponta para uma redução de 18,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Os números apontam que os Estados Unidos passaram a responder por 9,5% das exportações brasileiras. Minerais críticos Um dos temas considerados estratégicos para ambos os países e que está na pauta dos negociadores brasileiros são os minerais críticos. "Tem espaço na questão das big techs, terras raras e minerais estratégicos", disse o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao comentar sobre a viagem de Lula aos Estados Unidos, segundo o jornal Valor Econômico. De um lado, os norte-americanos querem acesso facilitado a projetos de mineração em jazidas de minerais críticos, especialmente de terras raras. Eles defendem menores barreiras a investimentos estrangeiros e facilitação do processo de licenciamento ambiental desses projetos. Do outro lado, o governo brasileiro vem defendendo um maior controle estatal sobre estes projetos e que os investimentos na área incluam o beneficiamento dos minerais e não apenas a exportação da matéria-prima. Os minerais críticos, entre eles as terras raras, são um conjunto de elementos químicos considerados cruciais por serem necessários tanto em equipamentos utilizados para gerar e armazenar energia limpa como para a indústria eletrônica e militar. O Brasil possui as maiores reservas de terras raras do mundo depois da China Getty Images Entre eles, estão lítio, cobalto e nióbio. Eles são usados, por exemplo, na fabricação de baterias elétricas, ímãs para turbinas eólicas, chips eletrônicos, aviões, mísseis e satélites. Desde que assumiu seu segundo mandato, o governo Trump estabeleceu que o país deveria reduzir sua dependência em relação à China para ter acesso a minerais críticos e, sobretudo, a terras raras. Estima-se que a China detenha em torno de 60% das reservas conhecidas desse material e seja responsável por 90% do refino. A China é hoje o principal adversário geopolítico dos Estados Unidos. Nessa estratégia, o Brasil surgiu como um possível parceiro, uma vez que o país tem, de acordo com estudos recentes, a segunda maior reserva conhecida de terras raras, atrás apenas da China. Nos últimos meses, os Estados Unidos lançaram uma série de iniciativas para ampliar seu acesso a reservas de minerais críticos, entre elas o projeto Cofre, que estabeleceu parcerias com outras nações detentoras de minerais considerados estratégicos. O Brasil, no entanto, vem resistindo a aderir a acordos do tipo com os Estados Unidos, especialmente se eles implicarem em regras que obriguem o Brasil a dar preferência à exportação aos norte-americanos. O presidente Lula e seus interlocutores afirmam que o Brasil pretende adotar políticas para agregar valor aos minerais críticos e evitar a exportação deles de forma bruta, como acontece com o minério de ferro e outros produtos. A BBC News Brasil apurou que os Estados Unidos enviaram uma proposta de memorando de entendimento para o governo brasileiro sobre o assunto no início do ano, mas o documento ainda não havia sido respondido até o início de abril. Apesar disso, os Estados Unidos já deram início a uma série de investimentos para ter acesso a jazidas de minerais críticos. Entre eles está a compra da empresa Serra Verde, responsável pela única mina de terras raras fora da Ásia. A transação foi anunciada em abril e está estimada em US$ 2,8 bilhões. A mineradora foi vendida para a empresa norte-americana USA Rare Earths. Antes disso, um braço do governo norte-americano, a Corporação Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC, na sigla em inglês), já havia feito um investimento de US$ 565 milhões. Na esfera política, o governo norte-americano tem procurado governos estaduais para firmar acordos sobre a exploração de minerais críticos. Um dos mais recentes foi firmado com o governo de Goiás, no primeiro trimestre deste ano, pelo então governador e atual pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD). Interlocutores do presidente brasileiro avaliam que esse tipo de acordo não teria validade e que ele pode ser interpretado como uma tentativa de influenciar o desenho de uma política nacional sobre minerais críticos, que está em discussão no Congresso Nacional. Vídeos em alta no g1
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