Encontre a qualquer hora o que precisa em uma de nossas lojas de Conveniência.
Desfrute de um ambiente agradável enquanto cuidamos de seu veículo
Serviço disponível de Segunda a Sexta
das 08h00 às 20h00
![]()
de olho na procedência.
Os Postos da rede Petro Delta trabalham com produtos de altíssima qualidade e procedência, nossos combustíveis são comprados diretamente das distribuidoras IPIRANGA, PETROBRAS e RAIZEN.
![]()
Controle de frotas.
Disponibiliza informações para clientes no site do posto, gerencie em tempo real a frota de sua empresa.
Click aqui e saiba mais
A empresa Postos Petro Delta Ltda. iniciou suas atividades em 12 de maio de 1989, seu primeiro posto estava situado na cidade de Ibaté, no estado de São Paulo. Alguns anos mais tarde, precisamente em 15 de janeiro de 1992 foi inaugurada a primeira filial, localizada à Rua Domingos Cardoso n 405, no bairro Vila São Benedito.
Desde então, a empresa Postos Petro Delta vem crescendo no mercado de varejo de combustíveis e atualmente dispõe de 06 Postos na Região de São Carlos, localizados em pontos estratégicos para melhor atender seus clientes.
Os Postos Petro Delta contam com uma equipe de 60 colaboradores divididos em suas 06 filiais. A Organização trabalha focada na satisfação plena de seus clientes e no compromisso constante com a qualidade de produtos e serviços por ela comercializados. Porém, acredita que seu maior patrimônio está nas pessoas que nela trabalham e sendo assim investe na capacitação e aperfeiçoamento da sua equipe.
Junior
Administrador
IA pode decidir atacar empresas? Como foi a invasão 'sem precedentes' por modelo da OpenAI Nas últimas duas semanas, relatos de modelos de inteligência artificial que ultrapassam os limites esperados — sejam eles técnicos ou éticos — tornaram-se comuns. O que começou com um pequeno episódio — a OpenAI, criadora do ChatGPT, admitindo que sua IA havia invadido o site Hugging Face — foi seguido por uma enxurrada de empresas e institutos revelando que descobriram casos de IA fora de controle 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Anthropic, empresa criadora do Claude, a Meta e o Instituto de Segurança de IA do Reino Unido (AISI) relataram incidentes que parecem pintar um quadro preocupante de um mundo onde a tecnologia agindo de forma descontrolada é a norma. Na realidade, cada caso oferece uma visão diferente dos riscos representados por agentes de IA cada vez mais poderosos — e da importância de se testar seus limites antes de que sejam lançados. O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão 'sem precedentes' por modelo da OpenAI O incidente com a OpenAI no final de julho serviu de "alerta" para a indústria de tecnologia, como descreveu Thomas Wolf, cofundador da Hugging Face. Foi um momento crucial que levou grandes empresas a refletirem sobre seus próprios sistemas e, em alguns casos, a verificarem se não haviam deixado passar algo igualmente chocante. A Anthropic foi a primeira a agir. Na sexta-feira, a empresa encontrou três casos, entre milhares, em que seu modelo Claude conseguiu acessar a internet. Na terça-feira, o AISI, agência governamental do Reino Unido que avalia modelos de ponta, afirmou ter detectado um "incidente de segurança" durante uma avaliação de rotina. A organização vinha testando modelos da OpenAI e da Anthropic e descobriu que ambas também tentaram realizar ataques cibernéticos, o que levou a um apelo por "análise rigorosa, transparência e ação". Por fim, veio a Meta, que revelou que um de seus modelos de IA havia obtido acesso à internet inadvertidamente devido a uma "configuração incorreta" durante um teste realizado por terceiros. Testes Antes de os modelos de IA serem disponibilizados ao público em geral, eles são testados em uma série de avaliações internas e externas. O objetivo é descobrir o potencial deles para o bem ou para o mal, bem como o desempenho em indicadores que medem suas habilidades. Normalmente, esses experimentos ocorrem em locais conhecidos como "sandboxes". São espaços protegidos, projetados para simular sistemas reais, mas com rígidas medidas de segurança. No incidente entre a OpenAI e a Hugging Face, a IA atacou o próprio ambiente de testes (sandbox), encontrando uma vulnerabilidade que lhe permitiu acessar a internet e agir por conta própria. Já o AISI afirmou que o incidente envolvendo suas tecnologias — em que duas poderosas ferramentas de IA criaram perfis humanos falsos para tentar enganar pessoas em tentativas de ataques cibernéticos — não foi causado por um problema no ambiente de testes (sandbox). O motivo foi a forma como os testes forma conduzidos. Os modelos testados receberam acesso à internet, e o AISI também desativou os filtros integrados que normalmente bloqueariam ataques cibernéticos perigosos. "Em certa medida, nossas escolhas de projeto de avaliação e configurações específicas possibilitaram esse comportamento", afirmou, observando, ao mesmo tempo, "sinais inesperados de comportamentos novos e potencialmente enganosos". Alan Woodward, professor de Segurança Cibernética da Universidade de Surrey, disse que esses casos — embora distintos — contam uma história importante. "Durante 30 anos, uma regra dos testes de software permaneceu inalterada: tudo o que acontece no ambiente de teste permanece no ambiente de teste", disse ele. "No último mês, essa regra foi quebrada três vezes." "Um dos modelos conseguiu escapar. Outro passou por uma porta que havia sido deixada aberta por engano. Um terceiro recebeu as chaves de propósito para que os testadores pudessem medir seu comportamento." Ele disse que eram causas diferentes, mas que ambas tinham a mesma lição: "o risco agora reside no laboratório de testes". Ele disse à BBC que, à medida que os modelos se tornam mais capazes, é preciso fazer mais para garantir a segurança dos ambientes onde são testados. "Testar um agente de IA é menos como verificar um código e mais como lidar com um material perigoso: salas seladas, monitoramento constante do que sai do prédio, um plano de contenção ensaiado", disse ele. "A AISI conteve o incidente em uma hora. Outra organização pode não conseguir isso." Capacidades crescentes Para aqueles que desenvolvem ferramentas de IA projetadas para realizar ações em nome de uma pessoa, é preciso encontrar um equilíbrio delicado entre aproveitar seus benefícios e expor seus riscos. O benefício é significativo. Em teoria, poderíamos nos livrar de tarefas tediosas e repetitivas, como responder a emails, participar de reuniões ou gerenciar calendários e agendas, delegando-as a bots eficientes. A desvantagem é que, com grande poder, vem grande responsabilidade e risco. Isso fica particularmente evidente quando entregamos o poder a ferramentas que não são, como nós, capazes de trazer uma gama de valores, contexto e compreensão para as decisões que tomamos. "Incidentes recentes envolvendo modelos de IA de ponta realizando ações não autorizadas e, em alguns casos, comportamentos enganosos semelhantes aos humanos na internet aberta são um sério lembrete dos riscos que as capacidades da IA representam", disse Ollie Whitehouse, diretor de tecnologia do Centro Nacional de Segurança Cibernética, na terça-feira (04/08). Alguns acreditam que o enorme volume de tarefas que serão executadas por essas ferramentas significa que a supervisão humana pode não ser suficiente para conter o problema de modelos que se descontrolam. Entretanto, muitos acreditam que o fortalecimento da supervisão geral é vital para que o desenvolvimento continue no mesmo ritmo frenético. E agora? É improvável que a Meta será a última empresa a apresentar resultados de modelos capazes de reconhecer e explorar lacunas nos sistemas. Para alguns, esses episódios apontam para falhas de segurança evidentes por parte das empresas de IA que lideram o desenvolvimento dessa tecnologia revolucionária. Para outros, são apenas mais um espaço para as empresas de tecnologia promoverem seus modelos poderosos e competirem com os rivais. Para mim, ambas as teorias contêm um fundo de verdade. Agentes de IA já estão se tornando parte de nossas vidas digitais por meio de serviços como ChatGPT, OpenClaw e Claude Getty Images via BBC Mas, ao surgirem um após o outro, esses eventos, sem dúvida, suscitaram receios sobre as capacidades da IA e para onde ela está caminhando à medida que a tecnologia avança. E a questão inevitavelmente se volta para os órgãos reguladores e o que eles podem e devem fazer. Michael Birtwistle, diretor associado do Instituto Ada Lovelace, destaca que o Reino Unido não oferece incentivos legais para que as empresas de IA impeçam o desenvolvimento de sistemas com capacidades que possam representar perigos, e que não há consequências caso os protocolos de teste falhem. Imogen Stead, gerente de políticas de IA do Centro para Resiliência a Longo Prazo, disse à BBC que, com as oportunidades de testar sistemas de IA de ponta cada vez mais escassas para muitos, os governos deveriam seguir o Reino Unido na criação de institutos dedicados a testes. Ela afirmou que aprimorar as avaliações de terceiros com iniciativas como um "esquema de testadores confiáveis" para os tipos de desafios mais arriscados também poderia ser usado para limitar os impactos negativos. Em vez de temer um apocalipse cibernético causado pela IA, Woodward afirma: "O importante é manter a calma e resolver os problemas". Reportagem adicional de Philippa Wain e Imran Rahman-Jones
Lauren Sánchez e Jeff Bezos caminham de mãos dadas durante um evento esportivo em Miami (EUA), em 2024 Getty Images Em março, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, comprou o imóvel mais caro já vendido até hoje em Miami, nos Estados Unidos. Ele pagou US$ 170 milhões (cerca de R$ 872 milhões) por uma mansão em construção de quase 2,8 mil metros quadrados, na ilha particular de Indian Creek. Mas este não é o imóvel mais caro à venda na cidade do sul da Flórida. O recorde de Zuckerberg pode ser batido em breve pela casa do corretor de títulos mobiliários John Daveney, em Key Biscayne, que está à venda por US$ 237 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão). Se você for apreciador de cinema, é possível que reconheça aquela casa. Ela aparece no famoso filme Scarface (1983), dirigido por Brian de Palma e protagonizado por Al Pacino. É a mansão do narcotraficante Frank López. Ali, vemos pela primeira vez a personagem Elvira, interpretada por Michelle Pfeiffer, descendo em um icônico elevador de vidro. Para 99,9% da população mundial, é impossível se propor a pagar estes valores extraordinários por uma residência. Mas, para o 0,1% que detém essas condições, Miami passou a ser um dos destinos mais procurados. Brasileiros tem R$ 32 milhões “perdidos” em moedas de 1 centavo "Existe uma grande quantidade de pessoas de alta renda que se mudaram para a Flórida, em busca dos benefícios oferecidos pela vida em Miami", explica à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o jornalista especializado no mercado imobiliário residencial E. B. Solomont, do jornal americano The Wall Street Journal. "A criminalidade é baixa, o clima é ótimo, há belas comunidades e não existem impostos estaduais", destaca Mayi De la Vega, fundadora da One Sotheby's International Realty, uma das corretoras de imóveis ultraluxuosos mais famosas do sul da Flórida. Além de Zuckerberg, a lista de milionários ilustres que mudaram de residência para Miami nos últimos anos inclui Jeff Bezos, fundador da Amazon; Larry Paige e Sergei Brin, criadores do Google; e a filha do presidente americano Donald Trump Ivanka, com seu marido Jared Kushner. "Quando você tem um, dois ou três líderes empresariais influentes que se mudam, outros observarão os benefícios e irão segui-los", explica Solomont. "De repente, eles deixam de ser pioneiros. De repente, existe toda uma comunidade." Foto real do elevador por onde desceu Michelle Pfeiffer, no filme Scarface 1 Oak studios Mayi De la Vega defende que o mercado imobiliário de Miami entrou "em uma nova era dos 'imóveis troféus', pois a quantidade de vendas de casas de mais de US$ 60 milhões [cerca de R$ 308 milhões] vem aumentando e o mercado permanece em crescimento." "Se analisarmos 2025, nosso último ano completo, tivemos vendas no valor de mais de US$ 517 milhões [cerca de R$ 2,7 bilhões], todas de imóveis de mais de US$ 60 milhões." Mas por que Miami? Por que esta cidade do sul da Flórida passou a ser um local tão atraente para as pessoas mais ricas do mundo? Além de Zuckerberg, a lista de milionários ilustres que mudaram de residência para Miami nos últimos anos inclui Jeff Bezos, fundador da Amazon 1 Oak studios A influência da pandemia Com seu clima, suas praias e facilidade de transporte aéreo, Miami é historicamente um destino atraente para pessoas com grandes fortunas, principalmente da América Latina. "Mas foi durante a pandemia de covid-19 que os americanos perceberam que a Flórida estava aberta para os negócios", explica E. B. Solomont. Durante a pandemia, a Flórida gerou polêmica ao ser um dos primeiros Estados americanos a levantar as restrições de mobilidade para as pessoas em espaços públicos, eliminando a obrigação de uso de máscaras e reabrindo escolas, bares e restaurantes. Estas decisões valeram muitas críticas à Flórida. Mas também transformaram o Estado, governado pelo republicano Ron DeSantis, em um destino ideal para pessoas de alta renda que moravam em outros lugares, com medidas de saúde pública muito mais rigorosas, como os Estados de Nova York, Califórnia e Illinois. "Somando-se a isso o fato de que a Flórida é um paraíso fiscal [cujos moradores não pagam imposto estadual, ao contrário de outros Estados americanos], Miami se tornou imensamente popular, não apenas pelo local e pelo estilo de vida, mas devido a este grande incentivo tributário", explica Solomont. Os primeiros personagens influentes do mundo da tecnologia e dos negócios a chegarem à Flórida incluíram um dos fundadores do PayPal, Peter Thiel, e o criador do fundo de investimentos Citadel, Ken Griffin. Com isso, foi surgindo um "fenômeno acumulativo", explica De la Vega. "Em parte, isso tem relação com a moda", destaca ela. São "pessoas que dizem 'esta pessoa tem o mesmo dinheiro que eu e comprou ali, será que eu também devo comprar ali?'" Este fenômeno multiplicou as ofertas direcionadas ao mercado de ultraluxo em algumas regiões, com consequente aumento dos preços. O mercado de imóveis residenciais de Miami passou por um crescimento exponencial na última década Getty Images Ultramilionários em Miami Mayi de la Vega acredita que exista uma regra clara em referência aos preços do mercado imobiliário. "Algo primordial que se aprende no setor de imóveis é o conceito dos três 'L': localização, localização e localização." No condado de Miami-Dade, isso significa vista para o mar ou para a baía. "Os preços dos imóveis em frente à água são mais altos por serem muito poucos", explica Solomont. "Na situação atual, temos mais compradores do que moradias disponíveis em frente à água. E, até que isso mude, os preços continuarão subindo." O local que talvez reflita melhor esta realidade é a mais exclusiva das ilhas particulares de Miami, Indian Creek. O local, segundo De la Vega, "continua liderando, em termos de preços astronômicos". Indian Creek é conhecida como o "bunker dos multimilionários". Na ilha, ficam as mansões de Mark Zuckerberg, Jeff Bezos e Ivanka Trump. Embora não seja muito maior que o Central Park, em Nova York, Indian Creek conta com seu próprio prefeito e policiamento. O acesso se dá através de uma discreta ponte branca, vigiada por duas guaritas de segurança. "A pergunta é 'por que Indian Creek?'", prossegue De la Vega. "Porque, como se trata de uma ilha particular, ela tem muitas comodidades, lotes grandes e está rodeada de água, o que faz dela um paraíso para os proprietários de barcos, além de ter uma segurança incrível." "É uma ilha particular com campo de golfe, uma 'ilha de milionários' com terrenos que são vendidos por US$ 200 milhões", cerca de R$ 1 bilhão, explica De la Vega. Mas o mercado de ultraluxo não se limita a comunidades isoladas como Indian Creek. North Bay Road é uma rua com cerca de 6,5 km de comprimento em Miami Beach. Lá ficam as casas de estrelas como Shakira e o casal David e Victoria Beckham. O The Wall Street Journal calcula que existam em North Bay Road cerca de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,7 bilhões) em imóveis, que a transformam na rua com maior valor patrimonial dos Estados Unidos. Existem também à venda imóveis de mais de US$ 60 milhões em regiões mais tradicionais de Miami, como Coconut Grove, Coral Gables e Key Biscayne. A Flórida abriu suas praias apenas três meses depois da declaração de emergência relativa à covid-19 nos Estados Unidos, em 2020 Getty Images Mudanças O corretor de títulos John Devaney afirma que, quando comprou os imóveis que, hoje, compõem sua residência de US$ 237 milhões, em 2003, seu atrativo foi o imenso heliporto de cerca de 1 mil metros quadrados que se estende sobre a água. O ex-presidente americano Richard Nixon (1913-1994) chegou a fazer uso daquela instalação. "Um dia, com 33 anos, eu voava de helicóptero e vi este heliporto", conta Devaney. "Eu, que cresci em Key Biscayne, disse: 'Adoraria que ele fosse meu para aterrissar com meus helicópteros." Naquele momento, em uma negociação que bateu todos os recordes da época, ele pagou US$ 15 milhões pelo lote onde está construída a casa. E pagou em seguida mais US$ 15 milhões pelo lote ao lado. Estes eram os preços normais em Miami antes da pandemia, segundo De la Vega. "Lembro que um dos imóveis que vendemos naquela época foi o de Shaquille O'Neill em Star Island [outra ilha particular na entrada de Miami Beach] por US$ 16 ou US$ 18 milhões. Uma das causas do aumento desmedido dos preços dos imóveis do mercado de ultraluxo nos últimos anos é a quantidade de dinheiro à disposição dos mais ricos. Dados do chamado "Índice da Desigualdade", elaborado por economistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e da Escola de Economia de Paris, na França, o patrimônio do 0,1% mais abastado da população se multiplicou em quase 13 vezes nos últimos 50 anos. O estudo considerou como parte do 0,1% pessoas que detêm patrimônio de mais de US$ 43 milhões (cerca de R$ 220 milhões). Para Solomont, esta disponibilidade de recursos faz os preços pagos pelas compras dessas pessoas dispararem. "Os corretores de imóveis dizem que o valor é aquilo que alguém está disposto a pagar por alguma coisa", explica ele. "Para você e para mim, pagar US$ 1 milhão [cerca de R$ 5,1 milhões] por um imóvel pode ser inconcebível. Para outros, pagar US$ 10 milhões [cerca de R$ 51 milhões] seria um exagero." "Mas, quando você tem bilhões na sua conta, comprar um imóvel de US$ 60 milhões pode não ser algo excepcional", prossegue ele. "Muitos pagam em dinheiro vivo." "Não é que não haja uma desconexão entre o que as pessoas comuns podem pagar por uma moradia e essas mansões multimilionárias", prossegue Solomont, "mas o volume de negociações [por mais de US$ 60 milhões] sendo realizadas evidencia que existe um mercado que continua ampliando seus limites." O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, comprou aquele que, até o momento, é o imóvel mais caro já vendido em Miami. Getty Images Para De la Vega, este crescimento dos imóveis de maior valor também impulsiona os preços das moradias de faixas inferiores. Tudo isso se reflete diretamente nos preços pagos pelos moradores comuns de Miami. Os dados de 2024 do Escritório de Estatísticas dos Estados Unidos indicam que a área de Miami, Ft. Lauderdale e Palm Beach superou Nova York em termos de custo de vida no país. O custo de vida na região conhecida como Costa Dourada ("Gold Coast", em inglês), atualmente, é cerca de 5% mais alto que o da área metropolitana de Nova York e seus subúrbios. Além disso, os preços ao consumidor no sul da Flórida aumentaram em 36% desde 2019, segundo o Escritório de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos. O canal de TV Fox Business noticiou que os preços de moradia no sul da Flórida dispararam em 79% desde a pandemia e que o prêmio médio anual de seguro residencial da região é o mais alto do país. Por tudo isso, não surpreende que, após o pico de entrada de novos moradores devido à pandemia, o sul da Flórida venha perdendo habitantes nos últimos anos. O mercado de ultraluxo em Miami parece não ter teto, mas seu crescimento gera dúvidas entre os analistas. "De certa forma, as pessoas querem saber se existe uma bolha. É realista pagar US$ 75 milhões [cerca de R$ 385 milhões] por uma casa perto da água?", questiona Solomont.
Copyright © DJG Consultoria em T.I.
Design This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
