Encontre a qualquer hora o que precisa em uma de nossas lojas de Conveniência.
Desfrute de um ambiente agradável enquanto cuidamos de seu veículo
Serviço disponível de Segunda a Sexta
das 08h00 às 20h00
![]()
de olho na procedência.
Os Postos da rede Petro Delta trabalham com produtos de altíssima qualidade e procedência, nossos combustíveis são comprados diretamente das distribuidoras IPIRANGA, PETROBRAS e RAIZEN.
![]()
Controle de frotas.
Disponibiliza informações para clientes no site do posto, gerencie em tempo real a frota de sua empresa.
Click aqui e saiba mais
A empresa Postos Petro Delta Ltda. iniciou suas atividades em 12 de maio de 1989, seu primeiro posto estava situado na cidade de Ibaté, no estado de São Paulo. Alguns anos mais tarde, precisamente em 15 de janeiro de 1992 foi inaugurada a primeira filial, localizada à Rua Domingos Cardoso n 405, no bairro Vila São Benedito.
Desde então, a empresa Postos Petro Delta vem crescendo no mercado de varejo de combustíveis e atualmente dispõe de 06 Postos na Região de São Carlos, localizados em pontos estratégicos para melhor atender seus clientes.
Os Postos Petro Delta contam com uma equipe de 60 colaboradores divididos em suas 06 filiais. A Organização trabalha focada na satisfação plena de seus clientes e no compromisso constante com a qualidade de produtos e serviços por ela comercializados. Porém, acredita que seu maior patrimônio está nas pessoas que nela trabalham e sendo assim investe na capacitação e aperfeiçoamento da sua equipe.
Junior
Administrador
Meta pagará indenização de US$17 bilhões nos EUA Há bons motivos para ser cético quanto ao impacto que o mais recente acordo legal da Meta terá sobre a gigante de tecnologia. A empresa já sobreviveu a escândalos, audiências no Congresso e multas regulatórias sem grandes danos duradouros. Um acordo aprovado pelo tribunal no valor de até US$ 18 bilhões parece enorme, mas a Meta pode arcar com isso: o valor equivale a cerca de 8,5% da receita total da empresa em 2025. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A grande questão não é o dinheiro. É que os governos estão começando a regular como as plataformas de mídia social são construídas. O acordo pode marcar uma mudança importante na política de redes sociais justamente porque trata da estrutura das próprias plataformas e exige que as empresas façam mudanças para proteger crianças. Algoritmos de recomendação, rolagem infinita, falta de controles de idade e outros recursos projetados para prender a atenção estão cada vez mais sob escrutínio. Os governos começam a intervir não apenas no conteúdo oferecido pelas plataformas, mas também na forma como os produtos são projetados e funcionam. E essa mudança vai além dos Estados Unidos. Em vários países — especialmente no Brasil — os governos estão dispostos a enfrentar empresas de tecnologia nos tribunais para promover mudanças. Acusada de viciar crianças e adolescentes nas redes sociais, Meta vai pagar indenização bilionária nos Estados Unidos O produto é o problema O litígio surgiu de um caso federal movido por dezenas de estados, com Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey levando suas reivindicações de proteção ao consumidor a julgamento. A Meta nega qualquer irregularidade. Segundo um acordo aprovado por um juiz federal em 26 de agosto de 2026, a empresa concordou com mudanças para usuários menores de 18 anos, incluindo um limite padrão de duas horas diárias combinadas entre Facebook e Instagram, restrições ao uso entre meia-noite e 6h, controles mais rígidos nas notificações e verificações de idade mais rigorosas. Um auditor independente supervisionará o cumprimento das medidas. As defesas legais da indústria de mídias sociais há muito se apoiam na Seção 230, a lei federal que geralmente impede que plataformas sejam tratadas como responsáveis pelo conteúdo de terceiros. Os casos contra a Meta e outras empresas, muitos dos quais ainda estão em andamento, investigam uma questão diferente. Os autores argumentam que alguns danos surgem de características criadas pelas próprias plataformas. No início deste mês, o 9º Circuito rejeitou a tentativa de Meta e TikTok de recorrer das decisões que permitiam que milhares de processos prosseguissem. A decisão foi restrita: o tribunal disse que a Seção 230 oferece uma defesa contra responsabilidade, e não imunidade contra processos. Em outras palavras, não decidiu se Meta e TikTok eram responsáveis, apenas que as empresas não conseguiram impedir os casos nessa fase. Em 7 de agosto, um tribunal do Novo México também emitiu uma sentença final, reduzindo a responsabilidade financeira total da Meta no estado para US$ 942 milhões e impondo cinco anos de mudanças supervisionadas pelo tribunal no Facebook e Instagram para usuários do estado. As medidas incluem verificação de idade mais rigorosa, limites de tempo e restrições a recursos voltados para usuários jovens. A corte também rejeitou o argumento da Meta de que proteções federais para plataformas online a protegiam da responsabilidade pelos produtos que projetou. A Meta está contestando a decisão. META Getty Images O acordo de US$ 17 bilhões, portanto, acompanha uma mudança jurídica mais ampla: os tribunais estão começando a testar a ideia de que as plataformas podem ser responsabilizadas não apenas pelo conteúdo publicado pelos usuários, mas também por elementos dos produtos que desenvolvem. A Meta aceitou que controles sobre tempo online, notificações, verificação de idade e sistemas de recomendação podem funcionar em plataformas que atendem centenas de milhões de pessoas. Isso dificulta que Roblox, Snap, TikTok, YouTube e outros concorrentes argumentem que salvaguardas semelhantes são tecnicamente impossíveis. Existem limites óbvios para o acordo. Duas horas por dia dificilmente representam abstinência digital. Pais podem anular os controles, e adolescentes conseguem contornar algumas restrições. A verificação de idade continua tecnicamente difícil e também levanta preocupações de privacidade. Ainda não se sabe se essas mudanças vão melhorar a saúde mental dos adolescentes. Mesmo assim, o acordo vai além das promessas conhecidas da indústria de "fazer melhor". Os reguladores estão começando a interferir no próprio produto. O preço da atenção As consequências financeiras de longo prazo também podem ser maiores do que a cifra principal sugere. A Meta eliminou uma grande fonte de incerteza jurídica, o que os investidores inicialmente pareciam receber bem. No entanto, milhares de casos envolvendo indivíduos e distritos escolares continuam. Mais importante para o modelo de negócio, restrições em notificações, recomendações e tempo online podem reduzir a atenção da qual dependem as receitas publicitárias. Cerca de 30% do compromisso financeiro máximo da Meta depende da adoção de salvaguardas semelhantes pelo TikTok e pelo YouTube, com pagamentos equivalentes. A Meta tem interesse em garantir que as restrições no Instagram não façam os jovens simplesmente migrarem para concorrentes. Se TikTok e YouTube aderirem ao acordo, a Meta se comprometeu a endurecer ainda mais suas próprias regras, reduzindo o limite diário para uma hora por aplicativo e ampliando as restrições noturnas das 22h às 7h. A segurança infantil é uma das poucas questões tecnológicas com apoio bipartidário em Washington. Câmara e Senado discutem leis que imporiam novas obrigações às plataformas. Em junho, a Câmara aprovou a Lei de Segurança Online para Crianças e, em 5 de agosto, o Comitê de Comércio do Senado avançou com a legislação. No fim de agosto, senadores também citaram o acordo com a Meta ao retomar a iniciativa pela Kids Off Social Media Act. As regras estão se espalhando As consequências do acordo da Meta provavelmente vão além dos Estados Unidos. Reguladores de outros países já seguem uma direção semelhante. Em julho, a Comissão Europeia concluiu preliminarmente que a Meta violou a Lei de Serviços Digitais devido ao design viciante do Facebook e do Instagram. A investigação destacou rolagem infinita, reprodução automática e algoritmos que personalizam o que os usuários veem. A Lei de Segurança Online do Reino Unido impõe deveres de segurança infantil às plataformas. A Austrália exige que as plataformas tomem medidas para impedir que crianças menores de 16 anos mantenham contas em redes sociais. O Brasil colocou muitos desses princípios em lei. A ECA Digital, em vigor desde 17 de março, estabelece novas obrigações para plataformas digitais usadas por crianças e adolescentes brasileiros, mesmo quando o provedor está no exterior. A lei exige verificação de idade, proteções padrão mais fortes e ferramentas de supervisão parental. Contas de usuários de até 16 anos devem ser vinculadas a um adulto responsável. As regras brasileiras também miram características associadas ao uso excessivo ou compulsivo. Um decreto que regulamenta a lei restringe recursos como rolagem infinita, reprodução automática e notificações destinadas a prolongar o engajamento. As famílias devem receber ferramentas para monitorar e limitar o uso, enquanto as configurações padrão para usuários mais jovens devem oferecer maior proteção. Por isso, os compromissos da Meta no acordo importam para o Brasil menos como precedente legal e mais como demonstração do que é tecnicamente possível. As autoridades brasileiras já têm poder legal para exigir proteções mais fortes. Se a empresa concordou em impor restrições noturnas e reduzir as notificações para adolescentes na Califórnia ou em Nova York, as autoridades brasileiras podem perguntar por que proteções semelhantes deveriam ser mais fracas no país. O Brasil também possui ferramentas de fiscalização. A ANPD — o órgão brasileiro responsável pela proteção de dados — já começou a examinar sistemas de verificação de idade operados por Apple, Google e Microsoft. Em 21 de agosto, a fiscalização foi ampliada para mais de 20 outras plataformas, incluindo ChatGPT, Claude, Discord, Facebook, Instagram, TikTok, WhatsApp, X e YouTube. Em 25 de agosto, a ANPD multou a ByteDance em aproximadamente US$ 31 milhões por violações da lei brasileira de proteção de dados envolvendo crianças e adolescentes. Também ordenou que o TikTok excluísse dados que, segundo o órgão, foram coletados de forma inadequada e exigiu que a empresa apresentasse um plano de conformidade. O teste do Discord Um novo caso envolvendo o Discord pode mostrar até onde o Brasil está disposto a ir para obrigar empresas de tecnologia a cumprir as novas regras. Em 12 de agosto, a ANPD ordenou que a plataforma sediada nos EUA suspendesse as funções de transmissão ao vivo e compartilhamento de vídeos no Brasil até que pudesse demonstrar salvaguardas adequadas para crianças e adolescentes. A medida ocorreu após o caso de suicídio de uma menina de 13 anos no Brasil, em julho, que foi ligado pelas autoridades à plataforma. O governo brasileiro ampliou a disputa em 25 de agosto, quando o Gabinete do Procurador-Geral entrou com uma ação civil buscando o equivalente a US$ 100 milhões em indenização coletiva e ordens judiciais para que o Discord mude suas práticas. Entre as demandas estão verificação de idade mais rigorosa, supervisão parental, configurações padrão mais seguras, interrupção em tempo real de conteúdos seriamente prejudiciais e medidas para impedir que servidores banidos simplesmente reapareçam com novos nomes. O governo afirma que não busca fechar o serviço. 'Graves violações de direitos de crianças': por que o Discord teve lives suspensas no Brasil O Discord contestou as medidas, argumentando que são desproporcionais e questionando a autoridade do regulador para impô-las. Em 2 de setembro, um juiz federal deu ao Discord 10 dias para apresentar uma nova proposta de proteção aos usuários. A disputa brasileira se sobrepõe diretamente a questões que estão sendo discutidas nos Estados Unidos. Nos dois países, as autoridades estão recorrendo à verificação de idade, às configurações padrão e a outras decisões de design que antes eram, em grande parte, deixadas para as próprias empresas de tecnologia. O Brasil pode se tornar um teste importante para saber se leis ambiciosas de segurança infantil podem ser aplicadas sem enfraquecer proteções legais básicas.
Trump defende avanço da economia e política de imigração A dívida do governo dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões (R$ 206 trilhões) nos primeiros 19 meses do segundo mandato de Donald Trump. O número dá a dimensão do desafio que o presidente enfrenta. O republicano voltou à Casa Branca prometendo reduzir gastos, diminuir o tamanho do governo e estimular a economia para colocar as contas públicas em ordem. Até agora, porém, a dívida continuou crescendo. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Mas o problema não começou com Trump. A dívida americana vem aumentando há décadas, sob governos republicanos e democratas. Entre os fatores estão cortes de impostos, guerras, programas de estímulo à economia e, mais recentemente, o envelhecimento da população. Em janeiro de 2025, Trump assumiu novamente a Presidência prometendo mudar essa trajetória, mas também ampliou os gastos e reduziu impostos. O resultado é uma dívida cada vez maior e uma conta mais pesada para o governo. 🔎 Além de a dívida ter aumentado, o custo para financiá-la também subiu, à medida que os rendimentos de alguns títulos do governo americano chegaram aos níveis mais altos em quase duas décadas. Especialistas em orçamento alertam que, sem mudanças, o governo poderá ser pressionado a tomar medidas politicamente impopulares, como aumentar impostos ou reduzir benefícios sociais, incluindo a Previdência Social. “Não há nenhum cenário em que se possa analisar o histórico do presidente Trump, tanto neste mandato quanto no anterior, e declará-lo um sucesso fiscal”, disse Maya MacGuineas, presidente do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, um grupo de estudos de Washington. Para ela, Trump não é o único responsável pela situação atual, mas ocupa um papel central por definir a agenda do governo. “A maneira como chegamos a este ponto não foi culpa dele, mas o fato de estarmos nesta situação e de os parlamentares não terem feito nada para melhorá-la é culpa de todos eles, com o presidente claramente ocupando um papel central e definindo a agenda.” O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um evento para assinar uma ordem executiva sobre flexibilidade na vacinação em 10 de agosto de 2026 Kylie Cooper/Reuters Trump prometeu cortar gastos. A dívida continuou subindo A promessa de reduzir o tamanho do governo esteve no centro da campanha de Trump. Durante o primeiro ano do segundo mandato, milhares de funcionários federais foram demitidos e programas considerados pelo governo como desperdício foram eliminados. O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, afirmou que Trump foi o “primeiro presidente a combater seriamente o desperdício, a fraude e os abusos generalizados em todo o governo federal”. O déficit anual — a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta — chegou a cair em 2025, mas apenas marginalmente. A dívida total, por sua vez, continuou aumentando. Os cortes de impostos também pesaram sobre as contas. Segundo o Comitê para um Orçamento Federal Responsável, as reduções de impostos aprovadas no primeiro mandato de Trump acrescentaram US$ 8,4 trilhões (R$ 43,3 trilhões) à dívida. Já no segundo mandato, a nova lei tributária e de imigração acrescentou outros US$ 4,7 trilhões (R$ 24,2 trilhões), de acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso. 🔎 Trump, portanto, enfrenta uma contradição que também aparece em outros países, inclusive no Brasil: reduzir impostos pode estimular a economia, mas, se a queda na arrecadação não vier acompanhada de uma redução equivalente nos gastos, a dívida tende a continuar crescendo. A conta não começou com Trump A trajetória da dívida americana atravessa governos dos dois partidos. Presidentes republicanos como Ronald Reagan e George W. Bush ampliaram os déficits com cortes de impostos, enquanto as guerras durante os governos Bush também aumentaram os gastos. Já os democratas Barack Obama e Joe Biden adotaram grandes pacotes de estímulo depois da crise financeira de 2008 e durante a pandemia de Covid-19, respectivamente. Bill Clinton foi uma exceção. Em seu segundo mandato, o governo registrou modestos superávits anuais, em um período de forte crescimento econômico e de reformas nos programas de assistência social, resultado de um acordo com um Congresso controlado pelos republicanos. Por isso, é difícil atribuir a dívida a um único presidente ou partido. Republicanos e democratas, em diferentes momentos, aumentaram os gastos ou reduziram as receitas do governo. O problema também é demográfico Há ainda uma pressão sobre as contas públicas que não depende de quem está na Casa Branca: o envelhecimento da população. A geração conhecida como baby boom, nascida nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, está se aposentando. Com isso, aumentam os gastos com benefícios sociais, enquanto a arrecadação de impostos sobre os salários não é suficiente para cobrir os pagamentos futuros. É um problema semelhante, em sua lógica, ao desafio enfrentado por outros países que estão envelhecendo: mais pessoas passam a receber benefícios do governo, enquanto proporcionalmente há menos trabalhadores contribuindo para financiá-los. Nos EUA, gerações anteriores de republicanos defenderam mudanças nesses programas. Trump, porém, levou o partido a se afastar dessa posição ao criar novos programas de proteção social, como contas de investimento apoiadas pelo governo para recém-nascidos. A aposta de Trump: crescer para pagar a conta A estratégia de Trump parte de uma ideia antiga entre os conservadores americanos: impostos menores e menos intervenção do governo poderiam estimular investimentos e crescimento econômico. Com uma economia maior, a arrecadação aumentaria e seria possível reduzir o peso da dívida sem recorrer a aumentos de impostos ou a cortes profundos nos programas sociais. Trump resumiu essa aposta em agosto: “O crescimento vai resolver isso com muita facilidade”. No fim de agosto, no Salão Oval, ele afirmou que suas políticas poderiam elevar a produção econômica dos EUA em 20% ao ano. Segundo o texto, esse ritmo de crescimento foi alcançado apenas uma vez desde 1947, no terceiro trimestre de 2020, quando a economia se recuperou após o fim das restrições relacionadas à Covid-19. O otimismo de Trump contrasta com o alerta de Kevin Warsh, chefe do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Segundo Warsh, o volume recorde de investimentos em inteligência artificial e grandes empresas de tecnologia indica uma disputa por capital e pode pressionar as taxas de juros para cima, aumentando também o custo de financiamento do governo. O corte de gastos ficou longe da promessa Durante a campanha, Trump prometeu que os cortes de impostos seriam acompanhados por grandes reduções nos gastos públicos. Para isso, encarregou Elon Musk de comandar o agora extinto Departamento de Eficiência Governamental. Musk prometeu economizar US$ 2 trilhões (R$ 10,3 trilhões) no orçamento. A agência acabou relatando uma economia de US$ 110 bilhões (R$ 566,5 bilhões). Segundo o Escritório de Responsabilidade Governamental, porém, esse cálculo se baseava em alegações exageradas ou que não podiam ser verificadas. A Casa Branca não respondeu ao pedido de comentário sobre as conclusões. Para MacGuineas, o problema não está necessariamente em reduzir impostos, mas em fazê-lo sem cortar gastos na mesma proporção. “Não é que não se possa reduzir impostos. É possível, mas é preciso associar isso a cortes nos gastos, e isso não tem acontecido”, disse. Elon Musk e Donald Trump em conversa com jornalistas no Salão Oval em fevereiro REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo Quem paga a conta? Por enquanto, a dívida de US$ 40 trilhões (R$ 206 trilhões) pode parecer um problema distante para o cidadão comum. Mas seus efeitos já aparecem no cotidiano americano. 🔎 Juros mais altos encarecem financiamentos imobiliários, enquanto a inflação reduz o poder de compra quando os preços sobem mais rapidamente que os salários. A pressão também tende a ganhar peso político. A dívida ultrapassou US$ 40 trilhões (R$ 206 trilhões) pouco antes das eleições legislativas de novembro, que definirão se os republicanos manterão o controle do Congresso na segunda metade do mandato de Trump. O mecanismo é conhecido também no Brasil: quando o governo gasta mais do que arrecada por um período prolongado, a conta não desaparece. Em algum momento, é preciso aumentar receitas, cortar despesas ou conviver com uma dívida maior e mais cara. No caso americano, porém, essa escolha se tornou especialmente difícil porque envolve programas que atendem milhões de pessoas e decisões acumuladas por governos de diferentes partidos. Autoridades atuais e ex-integrantes do governo afirmam que a Casa Branca não recebe o devido reconhecimento pelos avanços econômicos e pelas medidas para reduzir os preços ao consumidor, que, segundo eles, poderão melhorar a situação fiscal. William Emmons, ex-vice-presidente de sistemas do Federal Reserve de St. Louis, vê a situação de outra maneira. Para ele, Trump herdou um cenário fiscal ruim, mas suas políticas o agravaram. “Ele herdou um cenário desfavorável. Não é surpresa para ninguém que o ambiente orçamentário fosse desafiador, tanto em 2016, quando ele assumiu o cargo, quanto hoje”, disse Emmons. “Ele piorou uma situação que já era ruim.” * Com informações de Jacob Bogage, da agência de notícias Reuters
Copyright © DJG Consultoria em T.I.
Design This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
