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A empresa Postos Petro Delta Ltda. iniciou suas atividades em 12 de maio de 1989, seu primeiro posto estava situado na cidade de Ibaté, no estado de São Paulo. Alguns anos mais tarde, precisamente em 15 de janeiro de 1992 foi inaugurada a primeira filial, localizada à Rua Domingos Cardoso n 405, no bairro Vila São Benedito.
Desde então, a empresa Postos Petro Delta vem crescendo no mercado de varejo de combustíveis e atualmente dispõe de 06 Postos na Região de São Carlos, localizados em pontos estratégicos para melhor atender seus clientes.
Os Postos Petro Delta contam com uma equipe de 60 colaboradores divididos em suas 06 filiais. A Organização trabalha focada na satisfação plena de seus clientes e no compromisso constante com a qualidade de produtos e serviços por ela comercializados. Porém, acredita que seu maior patrimônio está nas pessoas que nela trabalham e sendo assim investe na capacitação e aperfeiçoamento da sua equipe.
Junior
Administrador
Pressão sobre a Venezuela, bloqueio do petróleo iraniano no estreito de Ormuz , movimentações no entorno do estreito de Malaca. Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram sua atuação em pontos estratégicos das rotas globais de energia e comércio, ampliando sua presença em diferentes frentes da disputa geopolítica atual. Mas o que parecem ser, à primeira vista, crises distintas, com dinâmicas próprias, pode indicar um padrão observado em conjunto: o uso crescente do controle sobre gargalos marítimos, fornecedores de petróleo e corredores comerciais como instrumento de pressão na disputa estratégica com a China. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em 1º de maio que sua viagem a Pequim nesta semana, entre 13 e 15 de maio, será "incrível". Será a primeira viagem de um presidente americano à China em quase uma década. Em sua bagagem, porém, Trump levará mais do que uma agenda diplomática: a visita de Estado será, inevitavelmente, marcada por um cenário de tensões ampliadas que se estende do Oriente Médio à América Latina e ao Sudeste Asiático. Após um primeiro ano de governo marcado por uma escalada da guerra comercial com Pequim, a primeira viagem de Trump à China desde seu retorno à Casa Branca tende a funcionar como um teste para a capacidade dos dois países de administrar tensões crescentes sem romper canais de diálogo. Na véspera das declarações de Trump, autoridades dos dois países já haviam sinalizado essa preocupação. Em 30 de abril, o chanceler chinês conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos sobre os preparativos da visita, além de discutir temas sensíveis como Taiwan e o Oriente Médio. O gesto foi interpretado como uma tentativa de manter a comunicação aberta em um momento de incerteza crescente e de evitar que crises paralelas contaminem diretamente a relação bilateral. O que conecta Venezuela, Ormuz e Malaca Segundo analistas ouvidos pela BBC News Brasil, esse contexto ajuda a entender por que os movimentos recentes dos Estados Unidos vão além de episódios isolados e incidem diretamente sobre um dos pontos mais sensíveis da economia chinesa: o abastecimento de energia. Antes da crise mais recente no Golfo Pérsico, cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã tinham como destino a China. Ao interferir nesse fluxo, os Estados Unidos não apenas pressionam Teerã, mas também ampliam a volatilidade em um mercado cujos efeitos são sentidos muito além da Ásia, com impacto sobre preços globais de energia, cadeias de abastecimento e inflação em diferentes regiões do mundo. A pressão sobre a Venezuela, em uma ofensiva que culminou na captura de Nicolás Maduro, segue lógica semelhante ao atingir outro fornecedor relevante de petróleo para Pequim, enquanto as movimentações no Sudeste Asiático ampliam a atenção sobre rotas marítimas críticas para o abastecimento chinês. A questão central é até que ponto essas ações refletem uma estratégia deliberada de pressão sobre a China ou se são, sobretudo, respostas a crises regionais que acabam produzindo efeitos colaterais globais. Para o cientista político Mauricio Santoro, as duas interpretações não são excludentes. Segundo ele, os Estados Unidos vivem há pelo menos uma década um período marcado por instabilidade política interna, polarização e decisões frequentemente erráticas. Ainda assim, há um elemento que atravessa governos e partidos: a percepção de que a ascensão da China representa uma ameaça estratégica. "Existe realmente um tema de política pública que une o Partido Democrata e o Partido Republicano: a preocupação com a China", afirma. "A ascensão chinesa é vista como uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos, e isso tem levado a uma série de iniciativas para criar obstáculos ao desenvolvimento econômico da China." Nesse contexto, ações militares indiretas, sanções econômicas e pressões diplomáticas passam a ser mobilizadas de forma combinada. Ainda que não tenham a China como alvo imediato, acabam afetando diretamente seus interesses, afirma Santoro, colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha. "Eu não diria que a China é a motivação essencial dessas ações, mas ela é parte desse cálculo", diz Quando a disputa sai do comércio e vai para as rotas de energia Para o analista Lucas Leite, o cenário atual não corresponde exatamente a um plano único e coordenado. O que emerge, segundo ele, é um conjunto de decisões que convergem sobre as mesmas vulnerabilidades. Professor de Relações Internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Leite descreve esse movimento como uma forma de "pressão por fricção". "Essas ações, juntas, servem para pressionar a China em seu ponto de maior vulnerabilidade estrutural, que é o abastecimento de energia. Mas não está claro se isso é um plano deliberado, integrado ou é uma convergência de coisas distintas", afirma. Segundo ele, o ponto central não está na intenção declarada de Washington, mas no efeito acumulado dessas decisões, que, na prática, encarecem o acesso da China à energia e aumentam a incerteza sobre suas rotas de abastecimento. Esse deslocamento da disputa — do campo das tarifas e sanções econômicas para o controle de rotas marítimas, cadeias de abastecimento e pontos estratégicos do comércio global — reflete um desequilíbrio crescente entre as duas potências. De um lado, a China avança rapidamente em setores como comércio internacional, indústria e tecnologia de ponta. De outro, os Estados Unidos ainda mantêm uma vantagem significativa no campo militar, especialmente na capacidade de projetar poder global por meio de sua Marinha. "É muito nítido o quanto os Estados Unidos estão perdendo terreno para a China em áreas como comércio e tecnologia", afirma Santoro. "Fica muito grande essa tentação de usar o poder militar, de usar essa coerção, para tentar obter resultados econômicos." O 'dilema de Malaca' e a vulnerabilidade chinesa É nesse ponto que entram os chamados "chokepoints" — gargalos marítimos por onde passa uma parte significativa do comércio global de energia. Entre eles, os estreitos de Ormuz e Malaca ocupam posições centrais. Ormuz conecta os produtores de petróleo do Golfo aos mercados globais e responde por cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo transportado por via marítima. Já Malaca, localizado entre Malásia, Indonésia e Singapura, liga o Oceano Índico ao Mar do Sul da China e funciona como uma artéria vital para a economia chinesa: mais de 80% das importações de petróleo do país passam por esse corredor marítimo. Essa dependência ficou conhecida como o "Dilema de Malaca", expressão popularizada em 2003 pelo então presidente chinês, Hu Jintao, para descrever o temor de Pequim de que uma potência rival possa interromper o fluxo de energia nessa rota crítica. "A China sabe que há uma vulnerabilidade histórica no seu acesso ao mar", explica Santoro. "Embora tenha um litoral muito extenso, esse acesso depende de pontos de estrangulamento que podem ser explorados em um cenário de conflito." Esse temor voltou ao centro do debate estratégico nos últimos meses. Em abril, os Estados Unidos firmaram com a Indonésia uma parceria de cooperação de defesa e passaram a negociar maior acesso ao espaço aéreo do país, ampliando sua capacidade de vigilância sobre o estreito. Para analistas, o movimento não implica controle direto da rota, mas reforça a capacidade americana de monitorar e, em um cenário extremo, influenciar o fluxo marítimo. A aproximação entre Washington e Jacarta, porém, também expôs resistências internas na Indonésia, que historicamente adota uma política externa de neutralidade e evita se alinhar de forma explícita às disputas entre grandes potências. "O ponto não é fechar o estreito, mas mostrar que ele pode ser pressionado. Isso já é suficiente para gerar custo e incerteza", diz Leite. Pressão por fricção, não por estrangulamento A geografia reforça essa lógica. Em seu trecho mais estreito, o estreito de Malaca tem pouco mais de 2 km de largura, o que o torna particularmente sensível a interrupções. No entanto, essa vulnerabilidade não significa que a China esteja à beira de um colapso em caso de crise. Segundo Leite, a China desenvolveu mecanismos de resiliência que reduzem o impacto de crises externas. "A China tem reservas estratégicas muito grandes, uma frota de petroleiros paralela e vem acelerando a transição energética", afirma. Hoje, veículos elétricos e híbridos já representam mais da metade das vendas no país, reduzindo gradualmente a dependência de combustíveis fósseis. Na prática, isso significa que a pressão americana tende a gerar impacto, mas não necessariamente um colapso. "O que acontece é uma fricção. O petróleo fica mais caro, a logística mais complicada, mas não há um estrangulamento sistêmico." Os efeitos já são visíveis: aumento de preços, ajustes nas cadeias de importação e pressão sobre refinarias independentes, especialmente aquelas que dependem de petróleo sancionado. Mas, até agora, esses efeitos têm sido administrados. O contra-ataque chinês dos minerais críticos Ao mesmo tempo, a China dispõe de instrumentos próprios de pressão. Pequim domina cerca de 70% da extração e 90% do processamento global de minerais críticos, insumos essenciais para setores como tecnologia, defesa e energia limpa. Essa posição dominante oferece uma poderosa alavanca de negociação. "Essa dependência dos Estados Unidos em relação aos minerais chineses é, no curto prazo, mais difícil de contornar do que a dependência da China em relação ao petróleo", avalia Leite. Além disso, a China tem buscado reduzir sua exposição ao sistema financeiro internacional dominado pelos EUA, ampliando o uso do yuan em transações energéticas e mantendo relações comerciais com países sob sanção. Diante disso, cresce o risco de que a estratégia americana produza efeitos adversos. Para Santoro, o uso da força militar como instrumento econômico tende a aumentar a instabilidade global, ainda que não garanta ganhos estratégicos claros. "Será que isso vai dar resultado ou só vai criar um mundo mais instável, mais violento e mais imprevisível? Por enquanto, está criando simplesmente uma situação de caos." Entre pressão e negociação Nesse contexto, a visita de Trump a Pequim se torna um teste importante. De um lado, os Estados Unidos ampliam seus instrumentos de pressão. De outro, Pequim demonstra capacidade de absorver custos e se adaptar a um ambiente mais adverso. O encontro pode indicar até que ponto essa estratégia de pressão sobre as rotas energéticas será usada como ferramenta de negociação ou se tende a se consolidar como um fator permanente de tensão. No fim, a disputa entre Estados Unidos e China já não se limita a tarifas ou tecnologia. Ela passa também pelas rotas do petróleo, pelos gargalos marítimos e pela capacidade de transformar fluxos comerciais e energéticos em instrumentos de pressão. Mas, como mostram os eventos recentes, pressionar nem sempre significa controlar — e o custo dessa estratégia pode acabar sendo compartilhado por todos. Qual o papel da China na guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã As guerras na Ucrânia e no Irã são parte de uma mesma guerra mundial, diz professor americano Como impasse sobre Estreito de Ormuz amplia risco de volta da guerra total
Embraer busca ampliar mercado do cargueiro C-390 A fabricante de aviões Embraer está em negociações com a Colômbia e o Chile para possíveis encomendas de suas aeronaves de transporte militar C-390, enquanto aumenta a produção para atender ao crescente interesse internacional, disse o presidente-executivo da empresa, Francisco Gomes Neto. O Brasil é o único país da América Latina que opera a aeronave, e novos acordos na região ajudariam a Embraer em seu objetivo de impulsionar as vendas externas do C-390, um importante concorrente do C-130 Hércules da Lockheed Martin . ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp As campanhas de vendas na América Latina podem demorar mais para serem concluídas do que em outras regiões devido às aprovações orçamentárias e aos processos de aquisição, disse Gomes Neto em entrevista na última sexta-feira (8), acrescentando que a Embraer vê o C-390 como uma boa opção para ambos os países. "São campanhas que na América Latina às vezes demoram até um pouco mais do que o normal. Mas eles têm necessidade, gostam do avião, têm uma relação muito próxima com a Força Aérea Brasileira de colaboração, então é uma oportunidade", disse ele. A Embraer pode conseguir fechar um acordo com a Colômbia mais rapidamente do que com o Chile. O presidente colombiano, Gustavo Petro, que está tentando modernizar a frota militar do país, criticou os entraves burocráticos que atrasaram seus planos após a queda de um C-130 em março, que matou 70 pessoas. "A Colômbia pode ser uma campanha de curto prazo por causa desses eventos", disse Gomes Neto. "Acho que a campanha no Chile é de médio prazo." A Embraer apresentou o C-390 ao presidente chileno José Antonio Kast na feira aeronáutica FIDAE do país, no mês passado. Embraer tem melhor 1º trimestre da história com receita recorde de R$ 7,6 bilhões C-390 Millennium Reprodução/Embraer Aumento da produção Na semana passada, a Embraer anunciou uma encomenda de até 20 aeronaves C-390 dos Emirados Árabes Unidos, sua primeira venda desse modelo no Oriente Médio. Segundo Gomes Neto, a encomenda ocorreu um pouco antes do previsto, em meio à guerra envolvendo os EUA e Israel contra o Irã. O presidente-executivo afirmou que existe uma percepção positiva em relação à aeronave em nível global, com uma dúzia de países que já a selecionaram e a produção aumentando à medida que as cadeias de suprimentos se recuperam das restrições pós-pandemia. "Até 2030, chegaremos a 10 aeronaves, o que sustenta todas as campanhas de vendas em que temos trabalhado", disse Gomes Neto, observando que a produção deste ano deverá totalizar seis jatos. "A cadeia de suprimentos está reagindo, engrenando. Estamos azeitando mais a cadeia de suprimentos." (Edição de Paulo Simão) Cargueiro C-390, da Embraer, foi vendido aos Emirados Árabes na última semana. Embraer/Divulgação Aeronave multimissão O C-390 Millennium é um cargueiro militar multimissão, capaz de atuar tanto em operações militares quanto em missões humanitárias, como transporte de cargas, evacuação médica e combate a incêndios. A aeronave também pode ser utilizada para reabastecimento em voo, funcionando tanto como tanque quanto como receptora de combustível. Segundo a Embraer, o modelo foi desenvolvido no século XXI e se diferencia pela versatilidade. Com a instalação de kits específicos, a mesma aeronave pode alternar entre diferentes tipos de operação. O C-390 tem capacidade para transportar até 26 toneladas e já foi selecionado por 12 países. A fabricante afirma que a frota em operação apresenta taxa de conclusão de missão superior a 99%.
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