Analistas dizem que nenhum cenário pode reestabelecer, no curto prazo, a antiga ordem de preços do petróleo Jornal Nacional/ Reprodução O preço do petróleo abriu em alta nesta terça-feira (7), rondando os US$ 110 por barril, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. A guerra entra em um dia decisivo: termina nesta noite o prazo dado por Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma rota de trânsito crucial por onde passa 20% do petróleo e do gás natural consumidos em todo o mundo. Por volta das 8h16, o preço do barril de Brent subia 0,60%, a US$ 110,39. Na segunda-feira (6), Israel voltou a atacar o complexo petroquímico de South Pars, no Irã, o maior campo de produção de gás do mundo. O ataque foi anunciado pelo Ministério da Defesa israelense. Esta é a segunda vez, desde o início da guerra, que Israel bombardeia o complexo. Na primeira, em meados de março, os Estados Unidos condenaram o ataque e garantiram ao Irã que não haveria novas ofensivas no local. 👉 Contexto: Desde então, o tom dos EUA mudou. No último domingo (5), Donald Trump deu um novo ultimato para que o Irã abra o Estreito de Ormuz, ameaçando atacar usinas de energia e pontes - que são alvos civis. O cenário agravou as tensões no Oriente Médio. Nesta terça-feira (7), o Exército de Israel fez um "alerta urgente" para que iranianos não viajem de trem nas próximas horas, indicando que realizaria bombardeios contra ferrovias do país em breve. Segundo a imprensa iraniana, a Ilha de Kharg foi bombardeada nesta terça. Na região, são armazenados 90% do petróleo exportado do Irã. Pontes também foram bombardeadas em Qom, uma das maiores cidades do Irã, a cerca de 150 quilômetros de Teerã. A imprensa local fala de um ataque conjunto entre Estados Unidos e Israel. Nenhum dos dois se pronunciou sobre o caso. Estratégica, a Ilha de Kharg foi poupada da guerra no Oriente Médio nas duas primeiras semanas da guerra. Mas, em meados de março, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ter bombardeado a ilha. Trump afirmou, no entanto, que poupou as reservas de petróleo locais e que apenas bases militares de Kharg foram alvejadas. Israel e Irã voltam a trocar ataques
Logo da Universal Music Group REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Arquivo O fundo de investimento Pershing Square, do bilionário Bill Ackman, propôs nesta terça-feira (7) uma fusão com a Universal Music Group (UMG), a maior gravadora do mundo, dona de um catálogo que inclui artistas como Taylor Swift, The Weeknd, Billie Eilish, Drake e Lady Gaga. A oferta, que combina pagamento em dinheiro e em ações, avalia a Universal Music Group em cerca de 30,40 euros por ação — valor 78% acima do último fechamento, de 17,10 euros. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com isso, o negócio é estimado em aproximadamente 55,75 bilhões de euros (US$ 64,31 bilhões), segundo cálculos da Reuters. Atualmente, a Pershing detém cerca de 4,7% da UMG e é a quarta maior acionista da companhia. Na prática, a proposta — ainda não definitiva — prevê a fusão da empresa com a SPARC Holdings, ligada à gestora. A operação daria origem a uma nova companhia, registrada nos Estados Unidos e com ações negociadas na Bolsa de Nova York. Após a proposta, as ações da Universal Music Group, listadas em Amsterdã, subiram cerca de 13% nas primeiras negociações do dia. Já os papéis de sua maior acionista, o Bolloré Group, avançaram 6%. Listagem em Nova York no radar A cantora Taylor Swift assinou com a Universal Music Group em 2018, após sair da Big Machine Records. Taba Benedicto/Estadão Conteúdo A nova proposta surge após a Universal Music Group decidir, no mês passado, adiar seus planos de abrir capital nos Estados Unidos. Com isso, a empresa voltou atrás em um acordo que tinha com a Pershing Square. Além da fusão, a gestora acredita que, com ações negociadas em Nova York, a gigante da indústria musical pode atrair mais investidores e aumentar seu valor de mercado. Em carta ao conselho de administração da companhia, o investidor Bill Ackman elogiou a gestão da Universal Music, afirmando que o trabalho tem sido “excelente”. Ainda assim, destacou que as ações da companhia não têm tido bom desempenho desde a estreia na bolsa, em 2021. 🔎 Segundo ele, isso se deve a alguns fatores: dúvidas sobre o futuro da participação de 18% do Bolloré Group, o atraso na abertura de capital nos EUA e o uso pouco eficiente dos recursos da empresa. Segundo a Reuters, o executivo Michael Ovitz, ex-presidente da Walt Disney Company, deve assumir a presidência do conselho da nova companhia. Se o negócio for aprovado, os acionistas da UMG receberão uma combinação de dinheiro e ações: ao todo, 9,4 bilhões de euros em dinheiro, além de papéis da nova empresa. O pagamento em dinheiro viria de diferentes fontes da Pershing, como recursos próprios, empréstimos e parte dos valores obtidos com sua participação no Spotify. A expectativa é concluir a operação até o fim do ano, caso seja aprovada. A estreia da Universal Music Group na bolsa ocorreu em setembro de 2021, na Euronext, em Amsterdã, e foi cercada de grande expectativa. Na época, a empresa não fez um IPO (Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial) tradicional. Em vez disso, foi “desmembrada” da Vivendi, conglomerado francês de mídia, que distribuiu a maior parte das ações da UMG aos seus acionistas. As ações da companhia subiram forte na estreia, impulsionadas pelo entusiasmo dos investidores com o setor, especialmente pelo crescimento do streaming. No entanto, depois disso, tiveram desempenho mais fraco, com pouca valorização e períodos de instabilidade nos últimos anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1
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